quinta-feira, 25 de junho de 2020

Não restam dúvidas: SL Benfica confirma presença na EHF European League 2020/2021

Após muitas interrogações e dúvidas em torno da inscrição europeia do clube da luz, o SL Benfica desfez todas as dúvidas e inscreveu-se na EHF European League, como dão conta os jornais Record e A BOLA. 

 Na segunda-feira, os encarnados estiveram reunidos com a Federação de Andebol de Portugal, tendo então confirmado a presença na competição que vai suceder à EHF Cup. O emblema da Luz vai ser acompanhado pelo Sporting, que ficou fora da EHF Champions League, e pelo 'regressado' Belenenses. 

Recorde-se que as águias estão a realizar um forte investimento no seu plantel para 2020/21, sendo que esta participação europeia 'justifica' esta aposta ambiciosa no reforço da equipa. Plantel renovado, ambições renovadas A formação que vai ser orientada pelo espanhol Chema Rodríguez já oficializou o guarda-redes Sergey Hernández (ex-Ciudad de Logroño), sendo que há mais nomes que ainda não foram confirmados: o central Lazar Kukic (ex-Ciudad de Logroño), os pontas Mahamadou Keita (ex-US Ivry) e Ole Rahmel (ex-THW Kiel), o pivô Matic Suholeznik (ex-Dunkerque) e o lateral Lovro Jotic (ex-Eurofarm Pelister). 

No capítulo das renovações, estão confirmadas as continuidades do guarda-redes Gustavo Capdeville, do central Francisco Pereira, dos pontas João Pais e Carlos Martins, do pivô Paulo Moreno, dos laterais Bélone Moreira e Petar Djordjic. Quanto a saídas, estão confirmadas as de Miguel Espinha (CB Huesca), Pedro Seabra, David Carvalho, Fábio Vidrago, René Toft Hansen (Bjerringbro/Silkeborg), Ricardo Pesqueira (fim da carreira), Carlos Molina e Nuno Grilo (Águas Santas). Ainda por confirmar, mas praticamente definidas, estão as partidas de Romé Hebo (1º de Agosto) e Kévynn Nyokas.




sábado, 20 de junho de 2020

Qual o impacto financeiro da pandemia do Covid-19 no andebol? Saiba tudo:

Nos últimos três meses temos vivido algo de que não há memória no passado recente: uma pandemia mundial. O mundo inteiro parou, desde as mais variadas indústrias até ao desporto. Todas as competições desportivas foram canceladas ou adiadas. O Andebol não foi exceção e também sofreu o mesmo efeito. Campeonato Andebol 1 cancelado, Liga dos Campeões adiada e será jogada em moldes completamente distintos, Taça EHF cancelada, Play-Off de apuramento para o Mundial cancelado. O Mundo parou e o mundo do Andebol parou também.

Todos temos noção que já existiam, antes da pandemia, inúmeros clubes que passavam por dificuldades financeiras: as deslocações são muitas, as despesas com as inúmeras equipas de formação, os apoios financeiros e os patrocínios são quase nenhuns. Muitas equipas tentam impedir que a vertente financeira afete os resultados desportivos, mas mais tarde ou mais cedo é inevitável, como no caso do histórico ABC.

Naturalmente, com a pandemia e com o cancelamento das competições, as condições destes e de outros clubes agravaram-se. Não há jogos, não há patrocínios, mas os gastos não desaparecem. A equação é muito simples e não afeta só clubes portugueses: no estrangeiro, mesmo antes da pandemia, sabíamos que o histórico RK Vardar estava em risco de desaparecer (felizmente já foi “salvo”), mas nos últimos dias foi o colosso polaco Kielce que anunciou que perdeu o seu principal patrocinador dos últimos 18 anos e que agora precisa de cerca de 600 mil euros para financiar o plantel na próxima época. De recordar que o Kielce foi vencedor da Liga dos Campeões em 2016 e que é um dos colossos do andebol europeu.

Por cá também temos recebido notícias do género. Há clubes a recusar a participação na Segunda Divisão (ACR Zona Azul, por exemplo), há clubes que tiveram de escolher entre a equipa sénior masculina e a equipa sénior feminina (NAAL Passos Manuel, que não vai competir nas provas seniores masculinas em 2020/21) e outros que procuram apoios financeiros, como CF Os Belenenses, para participar nas competições europeias.

Ora, alguns apoios já foram anunciados e algumas medidas já foram tomadas. O formato do Andebol 1 vai mudar na próxima época: as equipas vão passar de 14 para 16, mas a quantidade de jogos vai diminuir para 30, já que se vai jogar num formato todos contra todos, mas apenas numa fase, terminando a divisão em Grupos A e B.

Neste sentido, a FAP (Federação de Andebol de Portugal) também já divulgou aquele que considera ser o “maior esforço financeiro alguma vez realizado na modalidade”, que pode chegar aos 600 mil euros. Algumas medidas são: Isenção da taxa de inscrição de todos os atletas nos escalões de formação (Bambis a Juvenis); Manutenção dos apoios concedidos à III Divisão Masculina e à II Divisão feminina e atribuição de um subsídio aos clubes; Atribuição de um subsídio complementar aos clubes, de valor igual ao das multas por infrações leves aplicadas em 2019/20, a distribuir por todos os clubes.

No que ao contingente de apoios diz respeito, a IHF anunciou que aumentou os valores pagos a clubes e federações durante os Campeonatos do Mundo (recorde-se que Portugal vai participar no Masculino). Ou seja, as federações já receberam os 23 mil euros de bónus de participação e os clubes vão receber 560 euros por dia por cada jogador que tiverem no Mundial.

Passamos, então, a analisar a situação do histórico CF Os Belenenses. Quando a época foi cancelada, o clube estava no quarto lugar do Campeonato Andebol 1, tendo sido assim convidada pela EHF a integrar a nova competição europeia EHF European League. No entanto, para confirmar esta presença histórica 11 anos depois da última, em 2008/09, o clube procura pelo menos mais 20 mil euros em apoios financeiros para perfazer um orçamento necessário de 50 mil euros, já depois de ter feito inúmeros cortes nos salários e nas despesas.

De realçar que o clube espera ter um plantel de 15 jogadores, tendo já 12 nomes confirmados. As novidades na equipa estendem-se também ao staff, já que o treinador Luís Monteiro vai ser o novo “homem do leme”. Em termos de plantel, já foram asseguradas as renovações de Diogo Domingos, Bruno Moreira, Nelson Pina, Rui Barreto, Fábio Semedo, Pedro Solha, Filipe Pinho, João Ferreira, entre outros.

Em termos de contratações, os guarda-redes Miguel Moreira e João Moniz voltaram para Belém e o experiente lateral-direito Cláudio Pedroso também assinou pelo clube da cruz de Cristo. Nuno Roque deve sair para ingressar no Sporting CP e o guarda-redes Roney Franzini vai passar a jogar na Liga ASOBAL. No plantel do ano passado também estavam vários emprestados, que agora vão para outras paragens, como Diogo Valério, André Alves, Pedro Santana, entre outros. Com a atual constituição do plantel é provável que os últimos três reforços sejam para as posições de central, ponta e pivot.

Esperemos que o CF Os Belenenses consiga resolver a situação económica e consiga construir um plantel de forma a cumprir os seus objetivos e que todos os clubes pelo Mundo em dificuldades o consigam também para que o nosso Andebol volte ao normal o mais rápido possível.

É oficial: Sporting CP não recebe Wildcard e está de fora da EHF Champions League 2020/2021.




EHF decisions: 16-team format for Champions League a European ...



Em anúncio oficializado esta sexta-feira, 19 de Junho de 2020, a EHF confirmou, como estava previsto, quais as 6 equipas que iriam receber o Wildcard para a próxima edição da prova milionária, de entre 14 candidatos. A escolha não recaiu sobre o Sporting CP e desta forma o FC Porto vai mesmo ser a única equipa portuguesa na próxima edição das Liga dos Campeões. 

Na lista das 16 equipas apuradas, a principal novidade vai para o facto do Sporting CP, e também do Dinamo de Bucareste terem ficado de fora da lista definitiva. Recorde-se que os leões eram uma das 14 equipas que estavam a lutar pelas seis vagas disponíveis, tal como os Romenos. 

As 6 equipas escolhidas pela EHF para fazerem parte da próxima edição da Liga dos Campeões são as seguintes - HC Motor (Ucrania) , Meshkov Brest (Bielorússia) , RK Celje (Eslovénia) , MOL-Pick Szeged (Húngria) , Nantes (França) e por fim Elverum, da Noruega.

Confira então, de seguida, todas as 16 equipas que vão fazer parte da renovada edição da Liga dos Campeões, em 2020/21. Uma lista com a qual não concordo de todo, no entanto é a lista que a EHF achou por bem escolher, e temos que aceitar.

Concordo com as escolhas de Elverum, Nantes, Szeged e Motor HC. As minhas trocas recaíam em Meshkov Brest e RK Celje por Dinamo Bucuresti e Sporting Clube de Portugal. Não obstante, será uma grande prova, com grandes intervenientes e que prometem de certo, muito espétaculo. 





Oficial: Ex-Sporting Marko Vujin ruma ao RK Vardar em 2020/2021 !

Depois de se desvincular do Sporting Clube de Portugal, Marko Vujin já tem uma nova casa para a próxima temporada. O internacional sérvio é oficialmente reforço do RK Vardar, da Macedónia para 2020/2021. 

Em declarações ao site Balkan-Handball.com, o experiente lateral direito confessou que esta 'nova vida' do emblema macedónio foi cativante, assim como o ambiente envolvente. «É uma grande equipa, vencedora da EHF Champions League e a nova história com o presidente Mihajlo Mihajlovski atraiu-me. Há uma grande energia andebolística em Skopje, tal como nas cidades (Veszprém e Kiel) onde joguei. Isso foi o grande motivo, claro, além do plantel forte que o RK Vardar vai ter na próxima temporada», contou o sérvio. Recorde-se que Marko Vujin mudou-se para o Sporting em setembro de 2019, após passagens por RK Sintelon, Dunaferr SE, Veszprém e THW Kiel. 

Ao serviço dos leões, o andebolista de 35 anos marcou 64 golos em 24 jogos, tendo uma passagem muito fraca pelos Lisboetas, revelando estar em má forma fisica, para além da pouca vontade que teve em mudar isso. Não deixa saudades aos adeptos dos "Leões", procurando então ser mais feliz em Skopje que ao que foi em Lisboa.



PGE Kielce perde o patrocínio do grupo VIVE : Saiba quais as mudanças no gigante polaco.

A pandemia da Covid-19 tem provocado estragos no mundo do andebol. Da redução de orçamentos à dispensa de jogadores, vários clubes têm sofrido alguns revés e, agora, a crise também chegou ao VIVE Kiece. Foi através de uma conferência de imprensa que o gigante polaco revelou que a ligação de mais de 18 anos entre o PGE Kielce e o VIVE Group (principal patrocinador do clube) vai terminar a 1 de julho. 

No entanto, Bertus Servaas, Presidente da empresa de reciclagem têxtil e do PGE Kielce, vai continuar na lideraça dos destinos da equipa mais titulada da Polónia. Esta separação também vai fazer com que o naming do eneacampeão polaco mude de VIVE Kielce para PGE Kielce. Contudo, o dirigente holandês admitiu que, no futuro, o VIVE Group pode voltar a ser o partocinador principal da formação de Kielce.

Nesta conferência de imprensa, o PGE Kielce , na pessoa do seu presidente, também revelou que necessita de 560 mil euros para manter o seu plantel, sendo que «dois ou três jogadores-chave» devem sair antes do início da nova temporada.
 Perante este cenário, o gigante polaco lançou uma campanha de angariação de fundos. Apesar do convite para assumir o leme da Seleção russa, Talant Dujshebaev contou que vai continuar a dedicar-se a 100% ao PE Kielce e agradeceu aos jogadores que aceitaram baixar os seus salários, como foi o caso do guarda-redes Andreas Wolff. «Vamos continuar a lutar arduamente pela presença na final four da EHF Champions League. Quero agradecer aos jogaores que aceitaram os cortes salariais e quiseram continuar em Kielce. Tive uma oferta para me tornar no selecionador da Rússia e tive outras ofertas, mas vou ficar», contou.

 Quanto ao plantel 2020/21, vai ser reforçado com Sigvaldi Gudjonsson (ex-Elverum), Nicolas Tournat (ex-HBC Nantes), Haukur Thrastarson (ex-UMF Selfoss) e Szymon Sicko, que regressa do empréstimo ao Górnik Zabrze. Em sentido inverso, vão sair Doruk Pehlivan (emprestado ao Minden), Romaric Guillo (Cesson-Rennes), Blaz Janc (FC Barcelona), Julen Aguinalgalde (Bidasoa), Mateusz Jachlewski (Wybrzeze Gansk), Krzystof Lijewski (fim da carreira) e Mariusz Jurkiewicz (fim da carreira).


terça-feira, 16 de junho de 2020

Entrevista Exclusiva a Hugo Figueira: "Todos os dias os meus colegas de equipa me falavam da nossa seleção, ficaram maravilhados com a qualidade do nosso andebol e dos nossos jogadores"

Segunda entrevista, segundo nome grande do panorama do andebol nacional, e também internacional. Hugo Figueira, Internacional A por Portugal em 137 ocasiões, e que tem uma carreira ao alcançe de poucos em Portugal. Experiente Guarda-redes, Representou os 3 grandes nomes do desporto em Portugal, Futebol Clube Do Porto, Sporting Clube de Portugal e Sport Lisboa e Benfica. Um predestinado, portanto.

Hugo Figueira apura SL Benfica para a EHF Cup com 19 defesas O ...
(Hugo Figueira ao serviço do Sport Lisboa e Benfica - 2017)

Em mais uma entrevista exclusiva, o experiente "Guardião" Português fala sobre a sua vasta carreira, sobre a sua escolha pela posição de Guarda-redes, bem como do seu 1º ano no Luxemburgo, ao serviço do HB Esch e do privilégio de ter representado os melhores clubes do andebol Português. Para finalizar, elege o seu 7 ideal do Campeonato Nacional. 


Hugo Figueira :: Hugo Leandro Costa Figueira :: HB Esch
  (Hugo Figueira ao serviço da seleção nacional, ao centro de Hugo Laurentino - à sua direita, e Fábio Magalhães, à sua esquerda)

Bem-vindo Hugo! É de facto um prazer enorme ter em mais uma entrevista exclusiva no blog um nome tão conceituado no mundo do andebol como é o teu. Gostava de começar por te perguntar como começou e porquê a tua caminhada no andebol. Sendo que começaste a jogar no final dos anos 80/início dos anos 90. Um período na história em que o Andebol, e também outras modalidades, não tinham as condições nem apoios/visibilidade que têm atualmente. Posto isto, porquê o Andebol?

Hugo Figueira - Olá Andrei! Agradeço, desde já o teu convite, e fico muito honrado por ser teu entrevistado e te lembrares de mim, uma vez que estando a jogar fora de Portugal é normal que as pessoas caiam no esquecimento.

Eu comecei a jogar andebol por influência do meu irmão Mário, ele jogava no clube da minha cidade, o Palmeiras CMD, e um dia tive a curiosidade de experimentar e tanto gostei que não mais larguei até hoje. (risos). Comecei nas férias de verão quando tinha 8 anos e de lá para cá tem sido uma aventura fantástica durante todos estes anos.


Escolheste ser Guarda-Redes. Todos sabemos que não é fácil ser a última barreira em nenhuma modalidade, mais ainda numa modalidade como o Andebol, em que se sofre em média entre os 20-30 golos por jogo. Como é lidar animicamente com isso? É uma posição especial cálculo, certo?

Hugo Figueira - Como referi anteriormente, comecei a jogar andebol na minha cidade, no Montijo. Mas inicialmente era jogador de campo, mas não me sentia muito feliz a jogar nessa posição. Corria muito de um lado para o outro e não conseguia marcar golos porque tinha pouca força e isso deixava-me triste. Então, um dia decidi falar com o treinador para ir para a baliza e pronto, assim foi, apaixonei-me, tinha sucesso e nunca mais larguei até hoje. Ser guarda-redes é passar de herói a vilão num ápice, é o limite entre o céu e o inferno. Se consegues defender a última bola e ganhas és o herói, se não passas a vilão. É uma linha muito ténue entre o sucesso e o insucesso. Embora o sucesso do guarda-redes não dependa exclusivamente do seu desempenho, este tem enorme influência no resultado final. Por isso ser guarda-redes é teres uma grande capacidade de superação, perseverança e saberes levantar-te quando cais. Trabalho árduo, coragem, sofrimento, resiliência e um pouco de loucura são características que todos os grandes guarda-redes devem ter.


O Hugo esteve na qualificação para o Europeu 2020, mas acabou por ficar de fora da lista final do selecionador Paulo Jorge Pereira para o Europeu. Como te sentiste ao saber que não estavas na lista final? Magoado? Ou ficaste de certo modo feliz e com uma sensação de dever cumprido, por saber que estavas a “passar o testemunho” ao jovem Gustavo Capdeville?

Hugo Figueira - Portugal teve uma prestação brilhante neste último Europeu, fomos a seleção sensação. Penso que ninguém estava à espera de jogarmos um andebol tão bonito e espetacular. Toda a equipa conseguiu elevar o nome de Portugal ao mais alto nível, todos falavam de Portugal com orgulho e prestígio.

Sendo eu emigrante ainda senti mais este orgulho, todos os dias os meus colegas de equipa me falavam da nossa seleção, ficaram maravilhados com a qualidade do nosso andebol e dos nossos jogadores. É um orgulho imenso ouvires falar tão bem da nossa seleção fora do nosso país!

Eu estava no lote dos quatro pré-convocados, mas infelizmente fiquei de fora. Contudo as nossas redes estiveram extraordinariamente bem guardadas pelo Quintana, Humberto e Gustavo, três excelentes Guarda-redes.


Referi à bocado o Gustavo Capdeville. Vejamos, o Gustavo é como que um Hugo Figueira 20 anos depois, certo? Pois o Hugo fez a sua estreia em competições Internacionais pela seleção no Europeu de 2000, quando tinha 20 anos. Capdeville faz a sua em 2020, com 22. Revê-se neste jovem talento?

Hugo Figueira - É verdade, o percurso é muito semelhante. Sou muito amigo do Gustavo, partilhei balneário com ele no Sport Lisboa e Benfica e sei o seu valor. Ele é um jovem com imensa margem de progressão, é um grande guarda-redes e está a demonstrá-lo. 

Estamos muito bem servidos de guarda-redes em Portugal, o Gustavo Capdeville e também o Diogo Valério (que agora vai para o Gummersbach, da Alemanha) que teve excelentes prestações no último mundial sub-21, entre outros. É fundamental que continuem a jogar ao mais alto nível, ter muito tempo de jogo para adquirirem as suas rotinas, experiência e continuarem a sua evolução enquanto atletas.

Estamos a trabalhar bem na formação de jovens em Portugal, temos tido excelentes resultados ao nível das seleções jovens. Devemos dar continuidade a este trabalho e permitir que estes jovens tenham muito tempo de jogo, continuem a sua evolução a jogar junto dos melhores, para que consigam potenciar o rendimento na seleção A. Basta ver que atualmente na seleção A estão alguns dos jovens que tiveram sucesso recente em seleções jovens, casos do Gustavo, Diogo Valério, André Gomes, Diogo Silva e Luís Frade, entre outros que acredito estarão muito em breve no lote dos convocados.


Voltando a ti, estás esta temporada a presenciar algo novo na tua carreira. Uma nova experiência no estrangeiro, 15 anos após teres tentado a tua sorte em Espanha por duas épocas. O destino foi o Luxemburgo, e mais concretamente o HB Esch. Como surgiu esta oportunidade? E que balanço fazes da tua 1ª temporada em terras Luxemburguesas? 

Hugo Figueira - Tem sido uma experiência gratificante no meu primeiro ano aqui no Luxemburgo. Vencemos a Taça e o Campeonato.

O balanço é muito positivo, tanto eu como a minha família estamos muito confortáveis aqui, adoramos viver no Luxemburgo. Embora tenham uma cultura diferente da nossa, existe uma grande comunidade portuguesa aqui, parece mesmo que estamos em Portugal. A qualquer lado que vamos encontramos sempre alguém português, ouvimos frequentemente a nossa língua e isso facilita muito o processo. Mas também fui muito bem recebido aqui por todo o staff e colegas de equipa, ajudaram-me bastante e com a ajuda de todos eles consegui integrar-me muito rápido no seio da equipa.


Depois de tantos anos a jogar no Campeonato Português, e sempre ao serviço dos melhores clubes Portugueses, surgiu esta nova experiência no Campeonato do Luxemburgo, a AXA League. Quais as principais diferenças entre o campeonato Português e o Luxemburguês? O nível surpreendeu-o pela positiva?

Hugo Figueira - Sim, é verdade, foi uma agradável surpresa! O campeonato luxemburguês tem qualidade, as equipas têm muitos estrangeiros nos seus planteis e isso eleva muito o nível da competição. É um campeonato competitivo, tendo sempre 5 equipas capazes de lutar pelo título.

Aqui o que é muito giro é a confraternização após os jogos. No final de cada jogo os jogadores de ambas as equipas reúnem-se no bar do pavilhão a conversar, divertir, trocar ideias e opiniões. Dentro de campo é uma batalha, cada um luta pela sua equipa, mas no final existe uma confraternização muito saudável entre todos os intervenientes do jogo e espectadores. Isto em Portugal é impensável! É uma questão de educação e cultura desportiva, é saber ver o desporto de uma outra forma, mais saudável.

 

Como foi, após tantos anos de seleção nacional, ver de fora a excelente prestação da Seleção Portuguesa no Último Europeu? Antes de mais aproveito para lhe perguntar: As portas para a Seleção Nacional continuam abertas? Ainda tem a esperança de voltar à seleção? O Mundial de 2021 está aí à Porta!

Hugo Figueira - Não consegui ver os jogos todos de Portugal em direto, porque alguns coincidiram com os horários dos meus treinos. Mas vi todos os jogos, mesmo que alguns tenham sido em diferido. Como já disse anteriormente, foi um orgulho assistir ao percurso que a seleção fez neste Europeu. Estamos a criar uma equipa que pode sonhar com muito mais além, só precisamos de continuar a trabalhar como temos trabalhado.

Enquanto eu jogar e as pessoas precisarem de mim eu estarei sempre disponível. Sempre disse que nunca iria dizer não à minha seleção. Mas devo referir, tal como já o disse anteriormente, que estamos muito bem servidos de guarda-redes na seleção.


O Hugo faz parte de um muito restrito lote de jogadores (Apenas Ricardo  Candeias e Inácio Carmo integram este restrito lote) que, ao longo da sua carreira representaram os 3 grandes Portugueses: Sporting Clube de Portugal, Futebol Clube do Porto e Sport Lisboa e Benfica, por esta ordem cronológica. Qual o sentimento de ter tido esse privilégio, que está ao alcance de muito poucos, seja em que modalidade for?

Hugo Figueira - Eu por acaso até digo mais, joguei nos 5 grandes clubes de Portugal, quando nos referimos ao andebol: SL Benfica, FC Porto, Sporting CP, ABC e CF Belenenses. 

É um orgulho enorme ter representado estas instituições com muita história no desporto em Portugal, neste caso particularmente no andebol. Sinto-me um privilegiado por ter feito parte da história desses clubes e ter ajudado a conquistar troféus importantes para os seus palmarés, sendo que tenho no total 15 troféus: 2 Campeonatos Nacionais, ao serviço do FC Porto, 4 Taças de Portugal, 4 Supertaças Portuguesas 2 Taças da Liga, 1 Taça Presidente da República, ao serviço do Belenenses, e por fim os dois títulos que conquistei esta época no HB Esch, o Campeonato Luxemburguês e a Taça do Luxemburgo. 


Sendo que a seleção Portuguesa de andebol tem tantos nomes de relevo, e jogadores que deixaram marca, que lugar é que pensa ter o seu nome na história do andebol português?

Hugo Figueira - Por acaso não penso nisso, deixo as pessoas pensarem isso por mim (risos). O andebol é um desporto coletivo e o sucesso depende de toda a equipa, não única exclusivamente de um jogador. Posto isto, o trabalho e êxito pessoal só se alcança se a equipa ajudar e trabalharem todos no mesmo sentido. A nível pessoal, sinto-me feliz por ter estado presente em muitos sucessos pelas equipas onde joguei, assim como na seleção portuguesa.


Em Jeito de conclusão Hugo, gostaria de fazer uma pequena brincadeira, e pedir-te que fizesses o teu 7 ideal do Campeonato Português! Vamos a isso?

Hugo Figueira - Vamos! Aqui está então o 7 que eu penso ser o mais forte do Campeonato Português atualmente:

Guarda-Redes: Alfredo Quintana (FC Porto/Sofarma)

Ponta Direito: António Areia (FC Porto/Sofarma)

Lateral Direito: Frankis Carol (Sporting CP)

Central: Rui Silva (FC Porto/Sofarma)

Lateral Esquerdo: Petar Djordic (SL Benfica)

Ponta Esquerdo: Diogo Branquinho (FC Porto/Sofarma)

Pivot: Luís Frade (Sporting CP)


Entrevista Por: Andrei Gabriel Rus.



domingo, 14 de junho de 2020

FC Porto/Sofarma na EHF Champions League 2020/2021 , Sporting CP procura vaga.

EHF Champions League - Wikipedia

Já é há muito sabido. A época 2020/21 vai marcar o início de uma nova versão da EHF Champions 
League, que vai passar das atuais 28 para apenas 16 equipas. 
Para já, Portugal tem assegurada uma entrada direta, através do FC Porto/Sofarma ( foi o melhor classificado do Andebol 1 2019/20), sendo que o Sporting CP é uma das 14 equipas que buscam uma vaga entre as seis que faltam preencher, e serão atríbuidas pela EHF, mediantes vários critérios, como: Prestações nas Champions League passadas, Divulgação da marca, média de assistências nos jogos da EHF, entre outras.
 Com o lote mais restrito, os leões têm a missão de convencer a Federação Europeia de Andebol (EHF) de que serão uma boa aposta para a disputa da nova Liga dos Campeões. O pavilhão João Rocha, a qualidade e capacidade da transmissão televisiva, sendo que possui canal próprio, o número de espetadores que é sempre elevado no recinto dos Leões, o projeto do clube, bem como os bons resultados dos Leões nas provas europeias passadas (8-avos de final em 18/19 e 16-avos em 19/20) e também a forte presença nas redes sociais são alguns dos critérios que abonam a favor dos Leões, embora não tenham concorrência fácil. 
 No próximo dia 19 de junho, próxima sexta-feira, o emblema de Alvalade vai então saber se foi uma das seis equipas selecionadas pelo órgão máximo do andebol europeu, de entre 14 candidatos. Se tal não se verificar, os verdes e brancos irão disputar a nova 2ª prova europeia.

De seguida passo a informar as 10 equipas que já estão oficializadas na EHF Champions League 2020/2021, bem como as 14 que se candidataram a fazer parte da prova:

 Equipas Inscritas (10): THW Kiel, Flensburg-Handewitt (Alemanha), RK Zagreb (Croácia), Aalborg BK (Dinamarca), Paris SG (França), Veszprém (Hungria), FC Barcelona (Espanha), RK Vardar (Macedónia), Vive Kielce (Polónia) e FC Porto (Portugal).

 Equipas Candidatas (14): Meshkov Brest (Bielorrússia), GOG (Dinamarca), RK Celje (Eslovénia), Ademar León (Espanha), HBC Nantes (França), Pick Szeged (Hungria), Eurofarm Pelister (Macedónia), Elverum (Noruega), Wisla Plock (Polónia), Sporting (Portugal), CS Dinamo Bucuresti (Roménia), Kadetten Schaffausen (Suíça), Besiktas (Turquia), Motor Zaporozhye (Ucrânia)

  
 - Não obstante, queria deixar a minha opinião sobre quais as 6 equipas que serão escolhidas pela EHF, um mero palpite, e veremos então sexta-feira se acertei ou não, aqui vai:

- Elverum (Noruega)
- Nantes (França)
- Pick Szeged (Hungria)
- Dinamo Bucuresti (Roménia)
- Sporting CP (Portugal)
- Motor Zaporozhye (Ucrania)








quarta-feira, 10 de junho de 2020

Factos Históricos do Andebol Português - Mundial de 2003 e Europeu de 2020.

Mundial 2003: 

Um dos maiores marcos da seleção nacional de andebol foi o mundial de 2003. Mundial esse que seria o 3º mundial que Portugal disputava na sua história, mas com um incentivo extra: Era jogado em terras portuguesas, na maior competição de andebol que, até aos dias de hoje, ocorreu em Portugal. 
O Campeonato Mundial de Andebol Masculino de 2003 foi a 18ª edição do Campeonato Mundial de Andebol. Foi disputado em Portugal, de 20 de janeiro a 2 de fevereiro de 2003, numa organização com selo da Federação Internacional de Andebol (IHF) e da Federação Portuguesa de Andebol. (FPA). Portugal atingiu neste mesmo mundial a sua melhor prestação dos 3 mundiais que participou: Depois de um 19º lugar em 1997 e de um 16º lugar em 2001, seria frente ao povo Português que Portugal chegaria ao 12º posto. Uma enorme prestação tendo em conta a mais valia de outras seleções. Portugal terá, em 2021, a oportunidade de melhorar esse 12º lugar, num Mundial que se irá realizar no Egito em Janeiro de 2021, numa prova que irá contar com 32 seleções.


Euro2020 de andebol. Portugal procura o 5.º lugar


Europeu 2020:

Em torneio disputado entre Noruega e Suécia, Portugal construiu aquele que foi o mais belo capítulo da história do Andebol Português. Os “Outsiders”, comandados por Paulo Jorge Pereira bateram a França na jornada inaugural por 28-25, e venceram também uma poderosíssima Suécia por uns expressivos 35-25, atingindo um honroso 6º lugar neste Europeu. A seleção das quinas ultrapassou duas fases de grupos, na primeira deixando para trás a potência andebolística que é a França, e na 2ª, que ficou no 3º posto e assim apurado para o jogo de atribuição de 5/6 lugar. (sendo que apenas os 2 primeiros de cada grupo iriam á final 4)
Nesse mesmo último jogo da Seleção Portuguesa de Andebol, o adversário seria a Alemanha. Seleção com grandes nomes, e sendo a liga Alemã a liga mais forte do panorama mundial, seriam de esperar muitas dificuldades para a nossa seleção. Portugal acabaria por sair derrotado por 29-27, no entanto, deixou a europa do Andebol de boca aberta, e mostrou que o Andebol Português está em crescimento, e promete não ficar por aqui, tendo mesmo a ambição de chegar a uma final four, e quem sabe, levar o título de campeão da Europa para casa.

terça-feira, 9 de junho de 2020

Final four da Liga dos Campeões e Europeu Feminino poderão vir a ter público.

Encerrada a época 2019/20, a Federação Europeia de Andebol (EHF) já começa a preparar a próxima temporada e... o que resta da temporada entretanto terminada.

 Em entrevista à revista alemã Handballwoche, David Szelzak (Diretor de Marketing da EHF) revelou que a EHF prevê que as duas grandes competições que vão decorrer em dezembro, a final four da Liga dos Campeões 2019/20 e Euro'2020 Feminino, possam ter público nas bancadas. Parafraseando o próprio :
 "Com o estado atual da pandemia, acreditamos que a final four da Liga dos Campeões e o Campeonato da Europa Feminino possam ser organizados com espectadores" - Contou o diretor de marketing da EHF. 

Recorde-se que a final four da EHF Champions League, que será disputada por FC Barcelona, Veszprém, THW Kiel e Paris SG, foi adiada para os dias 28 e 29 de dezembro, em Colónia (Alemanha), na já habitual Lanxess Arena. Já o Europeu Feminino de Andebol está agendado para o período entre 3 e 20 de dezembro de 2020, na Dinamarca e Noruega.



European Handball Federation - Wikipedia

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Que jogos de Andebol ver durante esta pandemia ? Nada melhor que começar com o Portugal 33-27 França.

Em janeiro de 2020, o Andebol português viveu os momentos mais gloriosos da sua história. Mas é preciso regressar quase um ano atrás, a abril de 2019, para perceber quando começou esta aventura.
Portugal estava há vários anos afastado dos grandes palcos das competições internacionais de seleções. Desta vez, na qualificação para o Euro 2020, encontrava-se no Grupo 6 com a poderosa França, a Lituânia e a Roménia. À terceira jornada, ainda mantinha o registo intacto, com duas vitórias em dois jogos. Mas no dia 11 de abril de 2019, na terceira jornada, marcava encontro com a super-poderosa França, em Guimarães, um jogo que à partida terminaria com a vitória dos Les Blues. O pavilhão estava cheio e não ia desistir de apoiar a seleção de todos nós.

A partida começou e os comandados de Paulo Pereira entraram mais fortes e a assumir a vantagem do marcador. Em termos ofensivos imperava a qualidade de Gilberto Duarte, Rui Silva e Fábio Magalhães, mas mais importante a estratégia de 7×6, que seria a principal arma de Portugal neste e em outros momentos. Uma defesa aguerrida, com Alexis Borges e Daymaro Salina no meio, no entanto, havia uma baixa de peso: Alfredo Quintana.

Apesar disso, os experientes Humberto Gomes e Hugo Figueira iriam demonstrar que a idade, neste jogo, não importava. A primeira parte foi equilibrada, mas com Portugal a conseguir ter sempre vantagem, mesmo que fosse de apenas um ou dois golos. Estas mínimas vantagens duraram até ao final do primeiro tempo, quando Portugal conseguiu aumentar esta vantagem para quatro golos, sendo o resultado ao intervalo 17-13.



A segunda parte esperava-se de grande dificuldade, pois, a França ia fazer de tudo para conseguir dar a volta ao marcador. A vitória, apesar de tudo, nunca esteve em perigo. Portugal fez uma segunda parte irrepreensível, conseguindo manter sempre a vantagem de, pelo menos, cinco golos, tendo chegado até a vencer por sete ou oito golos, impedindo a seleção francesa de se aproximar perigosamente no marcador. Chegou o final da partida e a festa começou em Guimarães.

Creio que mesmo que se o resultado tivesse sido diferente, Portugal continuaria a marcar presença no Euro 2020, por ser consideravelmente melhor que a Roménia e que a Lituânia. Mas este jogo significou muito mais do que isso. Este jogo foi a prova que havia condições para ambicionar voos mais altos e que nenhuma equipa no mundo nos iria vencer facilmente.

Foi o ponto de partida para que, em Janeiro deste ano, voltássemos a vencer a França e que surpreendêssemos o mundo do Andebol ao conseguirmos a melhor classificação de sempre em Europeus e a qualificação para o Torneio Pré-Olímpico. Devido à situação que enfrentamos, foi nos retirada a hipótese de voltar a fazer história este ano, mas é certo que a nossa seleção nos vai proporcionar mais belos momentos quando defrontar a Tunísia, a Croácia e, novamente, a França na tentativa de nos qualificarmos para os Jogos Olímpicos de Tóquio.

Jogadores que me fizeram apaixonar pela modalidade : Ivan Nikčević !

Ivan Nikčević foi uma das figuras marcantes da história recente do Andebol leonino. O internacional sérvio representou o Sporting Clube de Portugal nas últimas 4 temporadas, conquistando dois campeonatos nacionais e uma Taça Challenge. Aos 39 anos, Nikčević deixará de vestir de leão ao peito, mas deixa a sua marca nos adeptos leoninos, ele que foi dos jogadores que mais carinho recebeu dos adeptos, por transportar consigo a cada dia o lema dos Leões: Esforço, Dedicação, Devoção, para atingir a Glória.

O ponta sérvio iniciou a sua carreira no seu país ao serviço do Crvena Zvezda. Na temporada 2005/2006 rumou a Espanha, onde permaneceu sete anos, vestindo as camisolas do CB Altea, CP Almería, San Antonio, Granollers e Atlético Valladolid. Mais tarde, aventurou-se novamente para um novo país e para uma nova realidade e assinou pelos polacos do Wisla Plock, clube que representou durante quatro épocas antes de chegar a Alvalade.

Ivan Nikčević chegou ao Sporting na época 2016/17, sendo muito importante para a equipa. Nessa temporada, o Sporting CP sagrou-se campeão na última jornada derrotando o eterno rival, SL Benfica, por 25-23, no Multiusos de Odivelas. Os leões estavam desde 2000/2001 sem vencer o campeonato, mas este foi um ano histórico, ao qual se somou ainda um título europeu: a EHF Taça Challenge.

Na época seguinte, o Sporting CP estreou a sua nova casa das modalidades, e o maior pavilhão de clubes a nível nacional: O Pavilhão João Rocha. Assim, no Andebol, o João Rocha foi sinónimo de vitórias e de mais um título nacional. O Sporting CP sagrava-se bicampeão nacional em 2017/2018, sendo ainda finalista da Taça de Portugal, pela segunda vez consecutiva.




Em 2018/2019, Ivan Nikčević continuou a ser um jogador preponderante para Hugo Canela – o treinador que conduziu a equipa ao bicampeonato. Nesta terceira temporada, o Sporting CP falhou o objetivo de vencer novamente o campeonato. No entanto, ao nível europeu foi uma época histórica. Os leões atingiram os oitavos-de-final da EHF Champions League, sendo eliminados pelos finalistas, os húngaros do Veszprém. Com isto, o Sporting CP fez história, uma vez que foi a primeira vez no andebol português que uma equipa chegou tão longe na principal prova europeia da modalidade.

Nesta última temporada, as competições no andebol foram dadas por terminadas no início de Março; Contudo, o Sporting CP estava a um ponto do líder FC Porto, faltando ainda disputar toda a fase final do campeonato. Na Taça de Portugal, os leões, orientados por Thierry Anti, iriam defrontar a AA Avanca nos oitavos-de-final da prova.

Ivan Nikčević vestiu a camisola do Sporting CP em 176 jogos, nos quais contribuiu com 390 golos e levantou três títulos. Um leão que deu sempre Esforço Dedicação e Devoção para conquistar a Glória. Na despedida, Nik deixou uma mensagem aos sportinguistas: “Vou ter muitas saudades do apoio dos nossos adeptos e do Pavilhão João Rocha. Vou torcer sempre pelo Sporting CP!”

Obrigado, Ivan Nikčević, por tudo!

Ver imagem no Twitter



Sporting CP 23-27 FC Porto/Sofarma - Dragões batem Leões e há novo líder no Campeonato Nacional.

A CRÓNICA: JOGO DE EHF CHAMPIONS LEAGUE NO CAMPEONATO NACIONAL:

23 vitórias e um empate em 24 jogos. Eram estes os números de ambas as equipas no Campeonato Nacional, em que FC Porto e Sporting CP partilhavam a liderança da competição. Na primeira volta, o resultado tinha sido um empate a 29 no Dragão Arena, portanto hoje seria um jogo decisivo para alguma das equipas se assumir como líder isolado do Campeonato. E assim aconteceu.

O ambiente no Pavilhão João Rocha estava incrível e o FC Porto abriu o marcador logo na primeira jogada da partida. O ritmo inicial da partida foi elevado e o Sporting CP adiantou-se no marcador e aos seis minutos já vencia 6-2. Esta má entrada na partida do FC Porto, principalmente em termos ofensivos, levou o treinador Magnus Andersson a pedir time-out logo aos seis minutos na partida e apostou imediatamente na sua principal arma: o 7×6.

O FC Porto melhorou a sua performance ofensiva, conseguindo começar a encontrar superioridade do lado direito do seu ataque, ao mesmo tempo que o Sporting começou a ter mais dificuldades ofensivamente, o que permitiu um parcial de 5-1 ao FC Porto, que voltou a colocar os Dragões dentro do jogo.

A meio da primeira parte, o FC Porto já tinha restabelecido o empate no marcador e até passar para a frente do marcador aos dezasseis minutos, já que nos últimos dez minutos o parcial era de 2-7. Até ao intervalo, o jogo continuou equilibrado, com ambos os guarda-redes, Alfredo Quintana e Manuel Gaspar, a fazerem intervenções decisivas, até que nos últimos minutos os visitantes superiorizaram-se relativamente e conseguiram ir para o descanso a vencer 12-14.

Melhor em Campo - Diogo Branquinho (FC Porto/Sofarma)
Muito do jogo do FC Porto está dependente dos seus pontas, pois estes têm inúmeras intervenções ao longo da partida. O ponta esquerdo parece ter trazido a boa forma do Europeu e hoje marcou 9 golos  no Pavilhão João Rocha, sendo decisivo para esta tão importante vitória do FC Porto, afirmando-se como um dos melhores Ponta-esquerdas em Portugal, se não mesmo o melhor.

O Fora de Jogo - Marko Vujin (Sporting CP)
Lento, sem ritmo, má tomada de decisão e completamente desajustado das dinâmicas da equipa. Vujin prometeu muito aquando da sua contratação, mas cedo veio mostrar que não era o mesmo Vujin que veio catalogado como "Melhor marcador da história do Kiel" , e dos melhores de sempre da história do gigante Alemão. A difícil doença que teve que enfrentar, certamente, e está à vista de todos, o tirou do nível do andebol Europeu, mostrando ser uma aposta completamente falhada pelo Sporting CP. Tem apenas um ano de contrato e não deverá renovar pelos Leões.


Sporting x FC Porto - Campeonato Placard Andebol 1 2019/20 - Campeonato Jornada 25