
A Excelência Do Andebol Europeu
Bem-Vindo !!! Neste blog faço as minhas análises de tudo e mais alguma coisa sobre uma das modalidades desportivas mais espetaculares e emocionantes que conheço, desde análise de equipas, passando por análises de jogos da maior prova de clubes da Europa, e até pelos meus devaneios desportivos... Fiquem desse lado !
quinta-feira, 25 de junho de 2020
Não restam dúvidas: SL Benfica confirma presença na EHF European League 2020/2021

sábado, 20 de junho de 2020
Qual o impacto financeiro da pandemia do Covid-19 no andebol? Saiba tudo:
É oficial: Sporting CP não recebe Wildcard e está de fora da EHF Champions League 2020/2021.
Oficial: Ex-Sporting Marko Vujin ruma ao RK Vardar em 2020/2021 !

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terça-feira, 16 de junho de 2020
Entrevista Exclusiva a Hugo Figueira: "Todos os dias os meus colegas de equipa me falavam da nossa seleção, ficaram maravilhados com a qualidade do nosso andebol e dos nossos jogadores"


Bem-vindo Hugo! É de facto um prazer enorme ter em mais uma entrevista exclusiva no blog um nome tão conceituado no mundo do andebol como é o teu. Gostava de começar por te perguntar como começou e porquê a tua caminhada no andebol. Sendo que começaste a jogar no final dos anos 80/início dos anos 90. Um período na história em que o Andebol, e também outras modalidades, não tinham as condições nem apoios/visibilidade que têm atualmente. Posto isto, porquê o Andebol?
Hugo Figueira - Olá Andrei! Agradeço, desde já o teu convite, e fico muito honrado por ser teu entrevistado e te lembrares de mim, uma vez que estando a jogar fora de Portugal é normal que as pessoas caiam no esquecimento.
Eu comecei a jogar andebol por influência do meu irmão Mário, ele jogava no clube da minha cidade, o Palmeiras CMD, e um dia tive a curiosidade de experimentar e tanto gostei que não mais larguei até hoje. (risos). Comecei nas férias de verão quando tinha 8 anos e de lá para cá tem sido uma aventura fantástica durante todos estes anos.
Escolheste ser Guarda-Redes. Todos sabemos que não é fácil ser a última barreira em nenhuma modalidade, mais ainda numa modalidade como o Andebol, em que se sofre em média entre os 20-30 golos por jogo. Como é lidar animicamente com isso? É uma posição especial cálculo, certo?
Hugo Figueira - Como referi anteriormente, comecei a jogar andebol na minha cidade, no Montijo. Mas inicialmente era jogador de campo, mas não me sentia muito feliz a jogar nessa posição. Corria muito de um lado para o outro e não conseguia marcar golos porque tinha pouca força e isso deixava-me triste. Então, um dia decidi falar com o treinador para ir para a baliza e pronto, assim foi, apaixonei-me, tinha sucesso e nunca mais larguei até hoje. Ser guarda-redes é passar de herói a vilão num ápice, é o limite entre o céu e o inferno. Se consegues defender a última bola e ganhas és o herói, se não passas a vilão. É uma linha muito ténue entre o sucesso e o insucesso. Embora o sucesso do guarda-redes não dependa exclusivamente do seu desempenho, este tem enorme influência no resultado final. Por isso ser guarda-redes é teres uma grande capacidade de superação, perseverança e saberes levantar-te quando cais. Trabalho árduo, coragem, sofrimento, resiliência e um pouco de loucura são características que todos os grandes guarda-redes devem ter.
O Hugo esteve na qualificação para o Europeu 2020, mas acabou por ficar de fora da lista final do selecionador Paulo Jorge Pereira para o Europeu. Como te sentiste ao saber que não estavas na lista final? Magoado? Ou ficaste de certo modo feliz e com uma sensação de dever cumprido, por saber que estavas a “passar o testemunho” ao jovem Gustavo Capdeville?
Hugo Figueira - Portugal teve uma prestação brilhante neste último Europeu, fomos a seleção sensação. Penso que ninguém estava à espera de jogarmos um andebol tão bonito e espetacular. Toda a equipa conseguiu elevar o nome de Portugal ao mais alto nível, todos falavam de Portugal com orgulho e prestígio.
Sendo eu emigrante ainda senti mais este orgulho, todos os dias os meus colegas de equipa me falavam da nossa seleção, ficaram maravilhados com a qualidade do nosso andebol e dos nossos jogadores. É um orgulho imenso ouvires falar tão bem da nossa seleção fora do nosso país!
Eu estava no lote dos quatro pré-convocados, mas infelizmente fiquei de fora. Contudo as nossas redes estiveram extraordinariamente bem guardadas pelo Quintana, Humberto e Gustavo, três excelentes Guarda-redes.
Referi à bocado o Gustavo Capdeville. Vejamos, o Gustavo é como que um Hugo Figueira 20 anos depois, certo? Pois o Hugo fez a sua estreia em competições Internacionais pela seleção no Europeu de 2000, quando tinha 20 anos. Capdeville faz a sua em 2020, com 22. Revê-se neste jovem talento?
Hugo Figueira - É verdade, o percurso é muito semelhante. Sou muito amigo do Gustavo, partilhei balneário com ele no Sport Lisboa e Benfica e sei o seu valor. Ele é um jovem com imensa margem de progressão, é um grande guarda-redes e está a demonstrá-lo.
Estamos muito bem servidos de guarda-redes em Portugal, o Gustavo Capdeville e também o Diogo Valério (que agora vai para o Gummersbach, da Alemanha) que teve excelentes prestações no último mundial sub-21, entre outros. É fundamental que continuem a jogar ao mais alto nível, ter muito tempo de jogo para adquirirem as suas rotinas, experiência e continuarem a sua evolução enquanto atletas.
Estamos a trabalhar bem na formação de jovens em Portugal, temos tido excelentes resultados ao nível das seleções jovens. Devemos dar continuidade a este trabalho e permitir que estes jovens tenham muito tempo de jogo, continuem a sua evolução a jogar junto dos melhores, para que consigam potenciar o rendimento na seleção A. Basta ver que atualmente na seleção A estão alguns dos jovens que tiveram sucesso recente em seleções jovens, casos do Gustavo, Diogo Valério, André Gomes, Diogo Silva e Luís Frade, entre outros que acredito estarão muito em breve no lote dos convocados.
Voltando a ti, estás esta temporada a presenciar algo novo na tua carreira. Uma nova experiência no estrangeiro, 15 anos após teres tentado a tua sorte em Espanha por duas épocas. O destino foi o Luxemburgo, e mais concretamente o HB Esch. Como surgiu esta oportunidade? E que balanço fazes da tua 1ª temporada em terras Luxemburguesas?
Hugo Figueira - Tem sido uma experiência gratificante no meu primeiro ano aqui no Luxemburgo. Vencemos a Taça e o Campeonato.
O balanço é muito positivo, tanto eu como a minha família estamos muito confortáveis aqui, adoramos viver no Luxemburgo. Embora tenham uma cultura diferente da nossa, existe uma grande comunidade portuguesa aqui, parece mesmo que estamos em Portugal. A qualquer lado que vamos encontramos sempre alguém português, ouvimos frequentemente a nossa língua e isso facilita muito o processo. Mas também fui muito bem recebido aqui por todo o staff e colegas de equipa, ajudaram-me bastante e com a ajuda de todos eles consegui integrar-me muito rápido no seio da equipa.
Depois de tantos anos a jogar no Campeonato Português, e sempre ao serviço dos melhores clubes Portugueses, surgiu esta nova experiência no Campeonato do Luxemburgo, a AXA League. Quais as principais diferenças entre o campeonato Português e o Luxemburguês? O nível surpreendeu-o pela positiva?
Hugo Figueira - Sim, é verdade, foi uma agradável surpresa! O campeonato luxemburguês tem qualidade, as equipas têm muitos estrangeiros nos seus planteis e isso eleva muito o nível da competição. É um campeonato competitivo, tendo sempre 5 equipas capazes de lutar pelo título.
Aqui o que é muito giro é a confraternização após os jogos. No final de cada jogo os jogadores de ambas as equipas reúnem-se no bar do pavilhão a conversar, divertir, trocar ideias e opiniões. Dentro de campo é uma batalha, cada um luta pela sua equipa, mas no final existe uma confraternização muito saudável entre todos os intervenientes do jogo e espectadores. Isto em Portugal é impensável! É uma questão de educação e cultura desportiva, é saber ver o desporto de uma outra forma, mais saudável.
Como foi, após tantos anos de seleção nacional, ver de fora a excelente prestação da Seleção Portuguesa no Último Europeu? Antes de mais aproveito para lhe perguntar: As portas para a Seleção Nacional continuam abertas? Ainda tem a esperança de voltar à seleção? O Mundial de 2021 está aí à Porta!
Hugo Figueira - Não consegui ver os jogos todos de Portugal em direto, porque alguns coincidiram com os horários dos meus treinos. Mas vi todos os jogos, mesmo que alguns tenham sido em diferido. Como já disse anteriormente, foi um orgulho assistir ao percurso que a seleção fez neste Europeu. Estamos a criar uma equipa que pode sonhar com muito mais além, só precisamos de continuar a trabalhar como temos trabalhado.
Enquanto eu jogar e as pessoas precisarem de mim eu estarei sempre disponível. Sempre disse que nunca iria dizer não à minha seleção. Mas devo referir, tal como já o disse anteriormente, que estamos muito bem servidos de guarda-redes na seleção.
O Hugo faz parte de um muito restrito lote de jogadores (Apenas Ricardo Candeias e Inácio Carmo integram este restrito lote) que, ao longo da sua carreira representaram os 3 grandes Portugueses: Sporting Clube de Portugal, Futebol Clube do Porto e Sport Lisboa e Benfica, por esta ordem cronológica. Qual o sentimento de ter tido esse privilégio, que está ao alcance de muito poucos, seja em que modalidade for?
Hugo Figueira - Eu por acaso até digo mais, joguei nos 5 grandes clubes de Portugal, quando nos referimos ao andebol: SL Benfica, FC Porto, Sporting CP, ABC e CF Belenenses.
É um orgulho enorme ter representado estas instituições com muita história no desporto em Portugal, neste caso particularmente no andebol. Sinto-me um privilegiado por ter feito parte da história desses clubes e ter ajudado a conquistar troféus importantes para os seus palmarés, sendo que tenho no total 15 troféus: 2 Campeonatos Nacionais, ao serviço do FC Porto, 4 Taças de Portugal, 4 Supertaças Portuguesas 2 Taças da Liga, 1 Taça Presidente da República, ao serviço do Belenenses, e por fim os dois títulos que conquistei esta época no HB Esch, o Campeonato Luxemburguês e a Taça do Luxemburgo.
Sendo que a seleção Portuguesa de andebol tem tantos nomes de relevo, e jogadores que deixaram marca, que lugar é que pensa ter o seu nome na história do andebol português?
Hugo Figueira - Por acaso não penso nisso, deixo as pessoas pensarem isso por mim (risos). O andebol é um desporto coletivo e o sucesso depende de toda a equipa, não única exclusivamente de um jogador. Posto isto, o trabalho e êxito pessoal só se alcança se a equipa ajudar e trabalharem todos no mesmo sentido. A nível pessoal, sinto-me feliz por ter estado presente em muitos sucessos pelas equipas onde joguei, assim como na seleção portuguesa.
Em Jeito de conclusão Hugo, gostaria de fazer uma pequena brincadeira, e pedir-te que fizesses o teu 7 ideal do Campeonato Português! Vamos a isso?
Hugo Figueira - Vamos! Aqui está então o 7 que eu penso ser o mais forte do Campeonato Português atualmente:
Guarda-Redes: Alfredo Quintana (FC Porto/Sofarma)
Ponta Direito: António Areia (FC Porto/Sofarma)
Lateral Direito: Frankis Carol (Sporting CP)
Central: Rui Silva (FC Porto/Sofarma)
Lateral Esquerdo: Petar Djordic (SL Benfica)
Ponta Esquerdo: Diogo Branquinho (FC Porto/Sofarma)
Pivot: Luís Frade (Sporting CP)
Entrevista Por: Andrei Gabriel Rus.
domingo, 14 de junho de 2020
FC Porto/Sofarma na EHF Champions League 2020/2021 , Sporting CP procura vaga.
quarta-feira, 10 de junho de 2020
Factos Históricos do Andebol Português - Mundial de 2003 e Europeu de 2020.
terça-feira, 9 de junho de 2020
Final four da Liga dos Campeões e Europeu Feminino poderão vir a ter público.
quarta-feira, 3 de junho de 2020
Que jogos de Andebol ver durante esta pandemia ? Nada melhor que começar com o Portugal 33-27 França.

Jogadores que me fizeram apaixonar pela modalidade : Ivan Nikčević !

Sporting CP 23-27 FC Porto/Sofarma - Dragões batem Leões e há novo líder no Campeonato Nacional.
