quarta-feira, 3 de junho de 2020

ABC - Um viveiro onde "os grandes" foram pescar !

Em jeito de continuação da publicação anterior, importa saber como é que um clube campeão nacional passa, num espaço de 2/3 anos a nem contar para as contas do título nacional. Segue-se uma breve revisão dos acontecimentos, ora veja:

Antes do derradeiro jogo para a final do campeonato, o Académico já havia conquistado uma competição frente ao SL Benfica, a inédita EHF Challenge Cup, o primeiro troféu europeu da história dos minhotos. Quando pensamos no plantel do ABC na época, vemos diversos talentos que mais tarde deram os frutos aos maiores clubes de Portugal e à seleção nacional.

Alguma da espinha dorsal da excelente campanha da seleção das quinas no Europeu de andebol veio desta formação bracarense. Começando pelo já veterano Humberto Gomes, figura incontornável do ABC, Diogo Branquinho, um dos jogadores mais talentosos do andebol nacional e André Gomes, que à data, com apenas 17 anos, já assumia uma posição de destaque na equipa. Estes dois últimos também defendem as cores azuis e brancas, onde realizaram uma excelente campanha na Europa.

A eles podemos adicionar Pedro Seabra, Fábio Vidrago, Ricardo Pesqueira e Nuno Grilo, agora jogadores do SL Benfica. Não tendo eles saído após a “época de sonho”, os bracarenses voltaram a subir ao lugar mais alto do pódio após vencer o FC Porto na Supertaça, cimentando-se como a equipa mais forte de Portugal. 

Nos anos seguintes, os troféus voltaram a Braga, com a conquista de Taça de Portugal e mais uma Supertaça. Foi, sem qualquer dúvida, uma grande fase de um clube que estava adormecido após momentos de ouro durante os anos oitenta e noventa, cimentando o clube como um dos melhores do andebol nacional.

Depois da bonança, chegou a tempestade. O ABC desceu ao inferno e chegou, na temporada 2018/2019, a não conseguir fazer parte do lote de seis melhores equipas do Andebol 1, focando-se no grupo B, o grupo que luta para não descer de divisão. No entanto, com um clube como o ABC espera-se sempre que se possa reerguer o mais rapidamente possível, voltando aos grandes palcos e enchendo uma das “arenas” mais míticas do andebol nacional, o Pavilhão Flávio Sá Leite.



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